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OBESIDADE INFANTIL

A obesidade infantil está se tornando a cada década um problema de saúde pública com expansão mundial. Em todos os países do mundo temos inúmeros casos de obesidade na infância, mas já pode ser constatado que suas causas são a inatividade física, o sedentarismo e principalmente a má alimentação. É fato, que todos esses quilos ganhos na fase da infância tem uma grande parcela de culpa da má alimentação, e ao pararmos para analisar, podemos até justificar outro culpado, a falta de movimentação por conta do grande tempo perdido em frente a tela de um computador ou até mesmo do último console lançado no mercado.

Obesidade infantil
Fonte: Carolina Ritter Ribeiro/flickr.com

O aumento de peso no ser humano pode também estar ligado ao seu convívio social. É certo nos dias de hoje, nós vermos na mídia inúmeras propagandas de alimentos ricos em calorias e carboidratos, que com o passar dos anos vem se expandindo e nos matando cada dia mais. Vale ressaltar a apelação para o público infantil que sempre quer o lanche, por conta de um brinquedo ou qualquer outro brinde que irá distraí-lo enquanto estiver comendo. Isso se justifica em pesquisas que mostram que a obesidade infantil está ligada diretamente com o consumo de alimentos que alem de ricos em carboidratos e gorduras, tem em grande parte de sua composição açúcares.

Obesidade infantil com fast food
Fonte: Nomadize/flickr.com

Estes estudos alem de concluir que a má alimentação é aliada direta do aumento de peso, também conclui sobre a péssima influência que esses veículos de comunicação causam em nossas crianças.

Percentual de gordura na obesidade infantil
Fonte: Jornal Brasil em Folhas/flickr.com

É importante ressaltar que a obesidade infantil nunca vem só, sempre está acompanhada de outros males silenciosos como a hipertensão arterial e o colesterol elevado. Então, cuide bem da sua alimentação para que você sirva de exemplo para seus filhos, mostre a eles que não é necessário viver para comer e sim, comer para viver.

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Texto escrito por: Fabio Lamego – Profissional de Educação física com especialização em Fisiologia e Treinamento, Método Pilates e Acupuntura. Divide em cada artigo um pouco do que aprendeu durante sua jornada acadêmica e o que já viu em suas andanças pelo mundo a fora. “Passe as informações a diante”.

AUMENTEI DE PESO, SOU OBESO?

Os incômodos com as questões do peso não é um fato novo, em 460-377 a.C, Hipócrates disse: “se pudéssemos dar a cada individuo a quantidade certa de alimentos e exercícios, nada em excesso, nós teríamos encontrado o caminho certo para a saúde”. Mesmo sem os recursos e sem estudos comprovados, foi possível detectar que a alimentação irregular e a falta de atividade física eram os maiores aliados da obesidade. Esta visão de Hipócrates foi aderida por autores, que disseram que “a falta de atividade física é um fator claro do elevado índice de excesso de peso e obesidade, encontrado na sociedade moderna.”

Obesidade na arte
Fonte: by Fabio Lamego – Praça Santo Domingo, Cartagena – Colômbia.

A prevalência de obesidade na fase da infância e na adolescência pode ser um dos agravantes principais para haver a possibilidade de obesidade na fase adulta do indivíduo. A obesidade é hoje um dos maiores problemas de saúde na sociedade atual. A obesidade nos estados unidos acomete mais de 40% da população e este número tende a ter um aumento considerável.

Existem dois tipos de obesidade, a andróide que é vulgarmente conhecida como formato de maçã, é assim conhecida por dar ao corpo do individuo um formato parecido com o de uma maçã.

Obesidade na dança
Fonte: Cea./flickr.com

Este tipo de obesidade é mais freqüente em homens e vem acompanhado pelo aumento de glicose, triglicerídeos e hipertensão arterial. É possível acompanhar neste tipo de obesidade um maior acúmulo de gorduras na região abdominal. O outro tipo de obesidade é o tipo ginecóide ou formato pêra, sendo mais freqüente em mulher. Observa-se um acúmulo de gorduras na região do quadril.

A obesidade é um fator de risco iminente para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, e esta doença tem sido agravada devido às facilidades da vida moderna uma vez que um indivíduo hoje em dia, é capaz de pagar uma conta sem precisar sair de casa, acessando a internet e com alguns cliques ele joga fora a oportunidade de realizar uma breve caminhada de 10 a 20 minutos, o que já seria aceitável para os padrões de atividade física.

Todo e qualquer ser humano com um maior acúmulo de gordura em torno dos órgãos tem a facilidade de aumento do risco de doenças cardiovasculares. Observando este motivo, além de nos guiarmos pelo cálculo de massa corporal, o famoso IMC, devemos observar o estereótipo do indivíduo.

Obesidade na teoria
Fonte: burrifotografie.ch/flickr.com

Atletas Bodybuilding tem o índice de massa corporal (IMC) alto, mas nem por isso tem o percentual de gordura elevado, pelo contrário, os índices de percentual de gordura são baixíssimos em comparação ao percentual de massa muscular. Pelo fato de uma avaliação de IMC de um indivíduo desses dar elevado só podemos dizer que ele é “obeso” em teoria, pois ao visualizar, vemos um corpo altamente digitalizado.

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Texto escrito por: Fabio Lamego – Profissional de Educação física com especialização em Fisiologia e Treinamento, Método Pilates e Acupuntura. Divide em cada artigo um pouco do que aprendeu durante sua jornada acadêmica e o que já viu em suas andanças pelo mundo a fora. “Informação é feita para ser passada!”

Dieta: alimentação na medicina chinesa

A dieta alimentar é a base da medicina tradicional chinesa. Através dela que conseguimos a energia base para nosso organismo. Essa filosofia de vida vem também acompanhada dos fitoterápicos chineses, das práticas de exercícios físicos regulares e da acupuntura (moxabustão, auriculoterapia, acupressura e etc.)

Yoga na dieta
Fonte: Kookstudiogids.nl/flickr.com

As doenças que se aproveitam de nosso organismo, vem na maioria das vezes por conta de uma dieta de baixos nutrientes energéticos. Segundo a medicina tradicional chinesa é importante termos um organismo forte, mantendo nosso sistema imunológico elevado para assim não deixarmos que a doença adentre nosso corpo.

Dieta na Medicina Chinesa
Fonte: jiformales (yajo) – super busy …/flickr.com

Devemos observar na dieta que comer em quantidade é inversamente contrário de comer com qualidade. Muitas pessoas substituem na dieta, importantes refeições com alta quantidade de nutrientes por uma alimentação rápida e rica em gorduras e carboidratos, os famosos “fast food”. Vale ressaltar que a grande importância do alimento é a energia que ele pode fornecer ao seu organismo para beneficiar sua funções vitais, em outras palavras, para a medicina chinesa há alimentos específicos para cada tipo de pessoa, com base nos cinco elementos (água, madeira, fogo, terra e metal). Comece a notar que alguns alimentos fazem bem a certas pessoas e na dieta de outras faz mal.

O consumo de leite de “vaca” não é indicado para nós seres humanos, a Universidade de Harvard em pesquisas recentes alertou quanto ao consumo deste tipo de alimento em nossa dieta. Puderam provar a grande possibilidade de desenvolvimento de câncer no organismo humano no longo prazo. Na visão tradicional chinesa eles mostram que o leite aumenta a umidade em nosso organismo e com isso podemos nos deixa propício ao aumento de doenças por conta desta umidade. Vale lembrar que, o ambiente úmido desenvolve um grande número de bactérias.

Dieta sem leite
Fonte: Gabrielle Falcao/flickr.com

O leite materno é para ser consumido até sua idade de amamentação correta e a partir de então o cálcio para nosso organismo tem que ser buscado em vegetais de cor verde escura como o brócolis e a couve manteiga, mas procure um nutricionista para uma melhor orientação em sua dieta e consuma com moderação. E fica o alerta, o leite materno não é substituído por nenhuma outra forma de nutriente na dieta da criança. Cabe saber que o ser humano é o único animal que continua a consumir leite após a vida adulta, mas não o materno e sim o de outras fontes.

Dieta e fitoterápico chinês
Fonte: Ana Paula Hirama/flickr.com

“Comer pra viver ou viver pra comer?!”, pense nessa frase e reflita sua vida.

“Os médicos excepcionais previnem doenças. Os médicos medianos curam doenças que ainda não se manifestaram. Os médicos medíocres tratam de doenças já manifestadas.” (Chinesisches Sprichwort, 2000 v. Chr./Livro: Os 5 elementos na alimentação equilibrada, pág. 09) 

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OBESIDADE E SUAS DOENÇAS

A obesidade é uma morbidade que está sempre acompanhada de muitas doenças como a diabetes mellitus tipo 2, a hipercolesterolemia, a hipertensão, doenças cardiovasculares, apneia do sono, problemas psicossociais, doenças ortopédicas e diversos tipos de câncer.

DIABETES

A diabetes é uma doença que afeta o pâncreas, ela faz com que o pâncreas pare a produção da insulina responsável pelo controle da glicemia corporal. Divide-se em diabetes tipo 1, dependentes de insulina, e diabetes tipo 2, não-dependentes de insulina, sendo esta, a do tipo 2, responsável por 90% dos casos de diabetes, estando ela diretamente ligada à obesidade andróide, conhecida como “obesidade masculina”, onde ocorre aumento de tecido adiposo na parte superior do corpo. Sendo este tipo de diabetes que às vezes possa necessitar de medicamentos estimulantes para o pâncreas ou até insulina injetável.

Obesidade causa diabetes
Foto: Skley/flickr.com

Segundo alguns pesquisadores existem algumas evidências epidemiológicas que apontam a ligação da diabetes tipo 2 com a falta de atividade física e condicionamento físico, independente da obesidade.

Dados da Organização Mundial de Saúde mostram que haverá aumento de 46,7% na prevalência mundial de diabetes mellitus tipo II, na margem entre 2000 a 2030, chegando a margem de 366 milhões de diabéticos.

Com a ocorrência de aumento da gordura corporal, ocorre também o processo de resistência insulínica, através da redução da captação de glicose pelo músculo, interferindo nos mecanismos de consumo de açúcares pelo organismo.

HIPERTENSÃO

A hipertensão é outro fator que acomete com muita freqüência os indivíduos obesos. Segundo Colégio Americano de medicina do esporte, define-se clinicamente como hipertensão uma elevação da pressão arterial sistólica igual ou superior a 140mmHg e diastólica igual ou superior a 90mmHg.

Obesidade eleva a pressão arterial
Foto: Imagens do Dia_Cepam/flickr.com

Esta é a doença que afeta 1 bilhão de indivíduos em todo o mundo, sendo prevalente em idades mais avançadas, em homens e em pessoas de raça negra, ela é a doença responsável 700 mil casos de acidente vascular cerebral e por 280 mil óbitos por acidente vascular cerebral a cada ano nos Estados Unidos, contribuindo negativamente no aumento de 1 milhão de ataques cardíacos e 500 mil mortes por ataque cardíaco a cada ano. Estimativas sugerem que aproximadamente 75% e 65% dos casos de hipertensão em ambos os sexos, podem estar diretamente atribuídos ao sobrepeso e à obesidade.

Esta doença é mais um dos principais problemas para a Saúde Pública do País e mais importante fator de risco para as doenças cardiovasculares. Estudos comprovam que indivíduos que apresentam esta patologia, desconhecem sua existência e 70% dos casos de hipertensão não mantém o controle regularmente.

SÍNDROME METABÓLICA

Obesidade aumenta o abdomem
Foto: Luciano Nutricionista/flickr.com

O aumento da protuberância abdominal pode ser a característica principal da síndrome metabólica. Esta síndrome acomete cerca de 47 milhões de adultos nos Estados Unidos.

O diagnóstico desta síndrome é caracterizado quando estão presentes três ou mais indicadores clínicos como: Obesidade com circunferência abdominal em homens >102cm / mulheres >88cm; triglicerídeos >ou= 150mg/dl; colesterol lipoprotéico de alta densidade homens <40mg/dl / mulheres <50mg/dl; pressão arterial >ou= 130mmHg sistólica/ >ou= 85mmHg diastólica; glicose em jejum >ou= 110mg/dl. Sendo percebida a relevância da circunferência abdominal como marcador primário da síndrome metabólica, sendo ele mais importante do que a captação de um IMC elevado. Existem casos de pacientes do gênero masculino que apresentam riscos metabólicos com uma circunferência de 92-102cm, sendo esses os contribuintes genéticos da resistência à insulina.

Quanto maior o consumo de gordura pela veia porta, pode-se acarretar doenças como a hiperinsulinemia, hiperglicemia e hipertrigliceridemia, doenças estas ligadas diretamente com a síndrome metabólica.

DICAS PARA MELHORAR SUA SAÚDE

Charge sobre obesidade
Foto: RODRIGO ZOOM/flickr.com

Pratique atividades físicas regulares elas irão reduzir seus índices de triglicerídeo, colesterol ruim(LDL), glicose, ácido úrico e irão elevar seu colesterol bom(HDL); consuma a menor quantidade possível de gorduras e açúcares e passe a preferir alimentos mais naturais, sendo assim, evite os industrializados; mantenha seu exame periódico em dia, o quanto antes descobrir algum problema em sua saúde, poderá reverter o tal quadro mais tranquilamente.

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Fabio LamegoFabio Lamego é professor de Educação Física com seis anos de experiência na área da saúde, tem seu enfoque nas atividades de melhoria da saúde como o Método Pilates. Gosta de atividades ao ar livre e curte viagem, praia e sol, ah, se for os três juntos é melhor ainda!